Entrevista Megan Massacre

TLC

Destaque do programa NY Ink, a tatuadora americana Megan Massacre concedeu uma entrevista exclusiva para o Mundo Tattoo. Em uma conversa descontraída, a simpática tatuadora falou sobre o início da sua carreira, a mudança de vida profissional com a participação nos programas NY Ink e America´s Worst Tattoos, e também sobre a sua rotina e o seu estilo de vida, já que ela é vegetariana.

Leia agora!

Mundo Tattoo – Como é a cena da tatuagem da Filadélfia, de onde você vem, e de Nova York? Porque você foi morar em Nova York?

Megan Massacre – A cena da tatuagem na Filadélfia e em Nova York são bastante parecidos. Eu provavelmente nunca teria me mudado de lá se não fosse o convite do Ami para vir trabalhar no estúdio dele em Nova York e participar do NY Ink.

MT – Você sempre quis ser tatuadora?

MM – Eu nunca pensei exatamente o que eu ia fazer da minha vida profissionalmente. Como eu sempre gostei de desenhar, eu explorei todos os tipos de arte, então eu já pintei, fiz esculturas, fotografei, até eu começar a tatuagem. Na verdade, eu digo que a tatuagem me achou.

MT – E como você começou a tatuar?

MM – O começo da minha carreira começou em uma loja de móveis, onde eu trabalhava como vendedora para poder pagar a faculdade, mas eu não era muito boa. Então, em uma carona com uma amiga que tinha amigos tatuadores, ela disse a eles que eu desenhava muito bem. Depois eu mostrei a eles um desenho, eles gostaram, viram que eu aprendia muito rápido e eu fiz a minha primeira tattoo naquele mesmo dia. Então, o dono do estúdio perguntou se eu não queria começar um aprendizado, e eu disse, claro! Aí larguei o meu trabalho de vendedora e aqui estou desde então, tatuando.

MT – No seu site, você define o seu estilo como assustador e bonito. Como é isso?

MM – É. Na verdade, o meu estilo sempre foi uma mistura vamos dizer assim de personagens do Tim Burton, um pouco assustadores, com um jeito alegre. Mas hoje, estou mudando um pouco, deixando meus trabalhos mais animados e coloridos. Acho importante cada tatuador desenvolver o seu estilo próprio.

MT – Como você vê o crescimento do mercado de tatuagem, com jovens talentos surgindo e cada vez mais pessoas querendo ser tatuadoras. A qualidade dos equipamentos, tintas e agulhas também vem melhorando a cada ano.

MM – Eu acho que é um mercado que vem se abrindo e gerando mais oportunidades para todos. Desde que eu comecei, muita coisa mudou e para mim isso é positivo. Tem quem não goste, mas eu acho bom. A aceitação das pessoas com relação à tatuagem está mudando e isso é bom para nós tatuadores. É bacana também ter máquinas cada vez melhores, tintas melhores, agulhas melhores. Isso ajuda a termos trabalhos melhores também.

MT – Hoje você tem uma vida muito agitada, com os programas de tatuagem (NY Ink e America´s Worst Tattoos no TLC) e também com trabalhos de DJ e como modelo. Como você arruma tempo pra tudo isso?

MM – Ah, eu consigo fazer de tudo um pouco e organizo meu tempo de um jeito que dá pra encaixar tudo. Hoje dei um tempo nos trabalhos de DJ, mas eu gosto bastante de modelar, me divirto. Então, sempre dá pra fazer tudo.

MT – Como é ter o seu trabalho sendo mostrado para milhões de pessoas ao redor do mundo?

MM – É emocionante e ao mesmo tempo um pouco assustador, pois tem milhões de pessoas julgando o seu trabalho, mas ao mesmo tempo é muito bom ter o reconhecimento do público.

MT – Você participa de outro programa de tatuagem que é o America’s Worst Tattoos (As piores tatuagens do mundo). Você já escolheu uma pior preferida?

MM – Não tenho uma que eu possa dizer que era a pior de todas, mas a que eu mais gostei no programa foi quando eu cobri uma tatuagem que eu tinha e não gostava. Era horrível!

MT – Você é vegetariana e também faz trabalhos pra ONG Peta 2. Há quanto tempo você não come carne e como é a sua atuação junto à Peta 2?

MM – Sou vegetariana há quatro anos e o trabalho com a Peta 2 é muito legal. Eles fazem trabalhos junto a crianças e jovens, e eu conto um pouco da minha experiência para eles.

MT – Você esteve recentemente no Brasil, em São Paulo, para uma ação do site de músicas Spotify. Como foi essa viagem e o que achou da cidade?

MM – Vim para fazer uma ação do Spotify, onde eu tatuei músicos brasileiros. Foi uma das viagens mais legais que eu fiz e com certeza eu quero voltar o mais cedo possível.

Confira abaixo algumas dos trabalhos de Megan Massacre:

Quer saber mais da Megan Massacre? Acesse o site oficial dela: http://www.meganmassacre.com/

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